domingo, 3 de novembro de 2013

126° capítulo

No dia seguinte resolvemos ir embora logo pela manhã, a chuva havia dado uma trégua ainda bem. Meu pai achou perigoso eu ir sozinho então mesmo contra a vontade de Bruna a fez ir em meu carro.
- bruna, er.. me desculpa –pausa- por tudo – murmurei envergonhado depois de um certo tempo dirigindo - tudo bem – ela murmurou ainda olhando para a pista – você melhorou? – perguntou sem me olhar - com a minha irmã brigada comigo não tem como melhorar – a encarei rapidamente Ela deu um leve sorriso e me encarou - você sabe que eu te amo, pi – passou a mão em meus cabelos - obrigado – dei um pequeno sorriso. Chegamos na pequena Londres e estava um tempo nublado, mas não chovia. 3 meses depois Tudo continuava na mesma, Camile não havia melhorado nem piorado, eu voltei a minha rotina de shows a mais ou menos um mês, não me recuperei muito mas minhas fãs me motivavam e me davam força por onde quer que eu passasse. Depois de uma semana de shows cheguei em Londrina, fui pra casa e só havia Bruna lá. - to indo no hospital piroca – falei logo após chegar - espera, vou com você – disse rapidamente Saímos de lá e fomos rumo ao hospital. Eu estava sentindo que as coisas iriam melhorar. Entramos pelos fundos e fomos direto ao seu quarto. Seus pais estavam a vendo pelo vidro e meus pais também estavam lá. - Oi – cumprimentei meus sogros e meus pais com um abraço – o que fazem aqui? – perguntei me referindo a meus pais. - nós.. viemos aqui para.. – minha mãe travou A olhei meio suspeita e olhei para o vidro, Camile estava lá, intacta. - ela não melhorou? – perguntei para alguém que me ouvisse - Luan, eles.. – Carlos começou a falar e já vi lárimas brotarem nos olhos de Ana - eles querem – continuou – desligar os aparelhos. Me faltou o ar, eu queria falar mas não conseguia, minhas lágrimas talvez falassem por mim. Isso significava que.. - eles querem matar ela? – murmurei me faltando a voz - não é assim filho – pude perceber que todos ali lutavam contra as lágrimas - não.. não pode! – olhei para todos procurando alguém que falasse que era mentira, sem sucesso – ela, ela ta bem – coloquei a mão eu meus cabelos e olhei para ela – eles não podem fazer isso – comecei a me mexer procurando algo para bater, bati na parede do local e logo meu pai veio me segurar. - Luan, por favor seja forte. – falou em meu ouvido - forte? – gritei – A MULHER QUE EU AMO VAI MORRER E VOCÊ QUER QUE EU SEJA FORTE? A MULHER QUE EU –pausa- PLANEJEI UM FUTURO, TUDO.. VAI MORRER E VOCÊ ME PEDE PRA SER FORTE? – o olhava chorando – EU NÃO QUERO SER FORTE, EU QUERO A CAMILE AQUI, COMIGO! – sentei no chão e coloquei minha cabeça entre minhas pernas dobradas. - querido – minha mãe agachou-se e ficou fazendo carinho em meus cabelos. - eles não podem fazer isso – urrei após me levantar e invadir seu quarto. - Luan – minha mãe tentou me impedir mas meu pai a segurou - deixa ele – ele murmurou Fui ao lado de sua cama e pude perceber os olhos curiosos da minha família sob nós. - meu amor – murmurei contendo as lágrimas – eu sei que você ta aqui – fiz carinho em sua cabeça e peguei em sua mão – por favor, olha, eu sei que você não vai morrer, eu acredito em você –pausa- você não pode morrer porque se você morrer – não conseguindo mais falar porque comecei a chorar abaixei minha cabeça e respirei fundo – se você morrer vai me levar junto de ti – solucei – não existe eu sem você - acariciava sua mão – pelo amor de Deus eu não consigo viver sem você, volta pra mim – deitei minha cabeça em seu braço, ainda fazendo carinho em sua mão chorei por longos minutos.
A esperança dela se mover foi em vão, aquilo não era um filme para acontecer isso, ela simplesmente não iria me ouvir e voltar para o meu mundo, isso era realidade, essa era a minha realidade.
Levantei a cabeça e todos me olhavam chorando, me levantei, depositei um beijo na testa dela e sai. - Luan, onde você vai? – minha mãe perguntou assim que virei as costas para ir embora. - vou pra casa – murmurei - a Bruna vai com você – ela disse rapidamente - eu não preciso de babá, preciso ficar sozinho – a encarei e logo sai. Sai do hospital e resolvi ir até seu apartamento, chegando lá encontrei Hiago no estacionamento. - Luan? – ele logo veio até mim – como a Camile ta? Eu nunca mais tive noticias dela, os pais dela não param no apartamento, eu.. - ela ta na mesma – murmurei olhando para o chão – se me der licença eu preciso subir – o encarei. - claro – disfarçou – até mais. Sai andando. Cheguei no apartamento e Harry apareceu brincando com meus pés. Eu havia levado ele de volta para o apartamento assim que sai para minha rotina de shows, ele estava sentindo falta de sua casa. - e ai amigão – o peguei no colo Ele parecia tão feliz em me ver. Depois de depositar uma lambida em minha bochecha começou a olhar em volta procurando algo, ou alguém. - ela não veio Harry – murmurei e o bichinho pareceu entender – ela.. – parei de falar e as lagrimas tomaram conta novamente – ela não veio – repeti para mim mesmo. O coloquei no chão e ele correu para seus brinquedos. Comecei a olhar tudo em volta, a tempos não entrava ali, não queria sofrer mais, se é que é possível. Fui até seu quarto e tudo estava do jeitinho de antigamente, sorri ao lembrar de nossas loucuras naquela cama. O violão ao lado da cama me chamou atenção, o peguei e sentei na beirada da mesma, toquei algumas notas até me lembrar da canção que vinha escrevendo para ela. Pensei um pouco e uma idéia me surgiu. Fui para a casa, tomei um banho e me deitei um pouco afim de organizar tudo em minha cabeça. - filho, a janta esta pronta – minha mãe falou abrindo a porta de meu quarto - estou sem fome mãe – murmurei virando para o outro lado da cama, tentando esconder minhas lágrimas. Ouvi seus suspiros e logo seus passos saindo do quarto. A madrugada chegou e meu sono, como sempre, havia me abandonado. Desci e comi alguma coisa, já estava me dando dor de cabeça. Sentei na sala e olhei para o violão, olhei para o relógio e me levantei. Ele marcava 03:15 a.m peguei a chave do meu carro com o violão e sem fazer barulho sai de casa. Cheguei no hospital e estava tudo silencioso, as enfermeiras não se assustaram muito com minha chegada porque a 3 meses eu chegava de shows e ia direto pra lá, era normal. - oi meu amor – sorri ao entrar em seu quarto e vê-la ali do mesmo jeitinho – eu não vou deixar te levarem de mim ta bem? – murmurei sentando ao seu lado – preciso te mostrar algo – coloquei o violão no colo e dedilhei ele até começar a canção
Tem dias que eu acordo pensando em você Em fração de segundos vejo o mundo desabar E aí que cai a ficha que eu não vou te ver Será que esse vazio um dia vai me abandonar? - tentei conter as lágrimas- Tem gente que tem cheiro de rosa de avelã Tem o perfume doce de toda manhã Você tem tudo, você tem muito, muito mais que um dia eu sonhei pra mim Tem a pureza de um anjo querubim Eu trocaria tudo, pra te ter aqui -comecei a chorar- Eu troco minha paz por um beijo seu Eu troco meu destino pra viver o seu Eu troco minha cama pra dormir na sua Eu troco mil estrelas pra te dar a lua E tudo que você quiser E se você quiser, te dou meu sobrenome Uoooh, Uoooh, Uoooh, ooh..

Terminei de cantar e a emoção já me invadia - por favor, volta pra mim- supliquei colocando o violão de lado e abaixando minha cabeça na cama, colocando minha mão em sua mão e mantendo contato com sua pele. Acordei com um barulho não muito normal, olhei ao redor e ainda estava no hospital, uma movimentação estranha me fez refletir rapidamente sobre o que estava acontecendo. Havia médicos e enfermeiros em volta de Camile, me levantei rapidamente, meio zonzo, e olhei para eles assustado - o que esta acontecendo? - Camile teve uma parada cardíaca – um dos enfermeiros disse rapidamente - o que? – falei assustado – ela.. como assim? – estava atordoado - Sr. Luan peço para que você saia do quarto agora, nós não temos muito tempo! Por favor – o médico se virou para mim e falou firmemente - eu preciso ficar com ela – falei o encarando - agora você só vai atrapalhar - salva ela, por favor – meus olhos imersos em lagrimas já demonstravam a tensão e o medo. Me colocaram para fora do quarto e eu corri para o espelho que dava para ver tudo, mas logo me tamparam a visão fechando uma pequena cortina que havia ali. Ótimo, agora sim eu estava com medo. Meus pais chegaram junto com meus sogros me pegando de surpresa. - Luan, o que faz aqui? – minha sogra chegou me abraçando - eu dormi aqui – a abracei – o que vocês fazem aqui? Como souberam? - o doutor ligou para Ana e Carlos e eles no ligaram também – minha mãe disse - Luan, você não devia ter saído de casa sem avisar – meu pai disse meio nervoso – você tem noção do susto que nos deu? - desculpa – murmurei preocupado com Camile – o que os médicos disseram pra vocês? - que ela teve uma parada cardíaca, pediram para virmos para cá urgente – Ana começou a chorar – Luan, você não viu nada? – perguntou - não, eu.. eu tava com ela aqui e de repente dormi, acordei com os médicos em cima dela e logo me pediram para sair – comecei a chorar – será que ela corre risco de vida? – encarei Ana - eu não sei – nos abraçamos Fizemos uma oração e quando já estava amanhecendo os médicos saíram da sala. - e então doutor? – praticamente voei até ele Ele nos olhou meio suspeito e enfim abriu sua boca para falar. - Camile acordou! – abriu um imenso sorriso



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Não me matem por favor ): Gente, eu expliquei um pouco antes de sumir que seria difícil postar agora, estou sem internet e meu note não abre mais o blogspot ou seja, estou postando esse sem data para o próximo. Li os comentários que vocês deixam e tem muita gente reclamando que eu to demorando muito pra postar, mas infelizmente eu não posso fazer nada. Também li falando que iria desistir da fanfic, bom, sobre isso fica a critério de vcs, eu não vou abandonar isso aqui e as férias estão chegando para mim postar sempre. Enfim é isso, espero que me entendam.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

125° capítulo


Depois da “briga” com meus pais desci as escadas meio avoado. 

- Luan onde você vai? – minha mãe perguntou levantando-se do sofá rapidamente.
Peguei a chave do carro e sem responder a pergunta abri a porta da sala e sai a batendo logo em seguida.
Peguei meu carro na garagem e segui até o outro lado do condomínio. Bati na porta e esperei alguns segundos até alguém vir atender.
- Luan? O que faz aqui? – murmurou surpresa
- vim atrás da sua filha – falei com ódio no olhar
- e..ela não esta aqui, você sabe – disse com lágrima no olhar
- onde ela ta? 
- ela foi internada em uma clínica psiquiatra, não brigue com ela Luan –pausa- sei que o que Gabi fez não tem perdão e nem explicativa, mas –arfou- ela era uma pessoa tão boa, não sei como foi fazer isso.
- o que importa é que ela fez e precisa pagar por isso!
- não faça nada com ela querido, sei que você é uma pessoa do bem, mas agora Gabi esta sob calmantes e cuidados médicos, você indo lá não adiantaria nada. 
- eu preciso falar com ela, em qual clínica ela ta? 
- eu na.. – a interrompi
- você sabe que se a senhora não me falar outros milhões falarão, quer que eu apele para os jornais? – murmurei calmamente
- oh – arregalou os olhos – tudo bem. 
Entrou em sua casa e saiu carregando um cartão. 
- aqui esta – me entregou – mas se você fizer algo com minha filha, te processarei até a morte – praticamente bateu a porta em minha cara. 
Foda-se o que ela iria fazer comigo, e o que a filha dela fez com Camile? Não tem volta. 
Liguei o carro novamente e segui rumo a tal clínica. 
- qual o quarto da paciente Gabriela Thermodds ? – perguntei com receio a recepcionista
- um momento Sr.. – ergueu a cabeça para me olhar e se assustou – Luan Santana? O que faz aqui? 
- quero ver essa paciente, se for rápida eu agradeço – coloquei meus óculos e disfarcei. 
- oh claro – fez uma ligação e logo me encarou – pode me acompanhar, por favor. 
A segui para um longo corredor, onde havia várias portas, algumas abertas mas a maioria fechada. 
- o médico acabou de visita-la, ela pode estar um pouco alterada – abriu a porta e me guiou para dentro – qualquer coisa aperte o botão ao lado da cama da paciente.
- obrigado – agradeci e assim ela fechou a porta. 
O quarto era todo branco, havia uma cama e apenas uma janela no alto da parede.
Ela estava sentada no chão, toda encolhida 
- gabi? – a chamei
Ela ergueu sua cabeça rapidamente me encarando
- Luan? Oh meu Deus, Luan – correu e grudou em mim – eu sabia que você iria me tirar daqui, Luan eles acham que eu estou louca – me encarava ferozmente com os cabelos mais bagunçados que o normal – você precisa falar pra eles que eu não sou louca, Luan! 
Fiquei tão em choque com aquela cena que não consegui falar nada. 
- você ta tão lindo meu amor – uma mistura de lagrimas com sorrisos podiam ser vistas em sua face – eu sabia que você iria esquecer aquela camile e iria vir... – a interrompi 
- v..você não se lembra do que aconteceu com Camile? – murmurei ainda perplexo
- minha mãe me contou que aquela louca tentou se matar e foi viver em outra cidade agora – falava sorrindo – eu sabia que ela não iria agüentar o cargo de sua namorada, só eu consigo. 
Fiquei ainda mais perplexo, como..como ela não lembrava? 
- quando vamos embora daqui? – me encarou
- você não vai embora daqui Gabi
- o que? Como assim? Achei que você tivesse vindo me buscar 
- Gabi eu.. – não sabia o que falar
- não me deixa aqui Luan, eles me maltratam aqui – levantou a manga de seu macacão branco - ta vendo? – apontou para uma manja roxa em seu braço – eles me batem Luan. Eu preciso ir embora daqui. 
- e..eu – me levantei – eu preciso ir – sai andando 
- espera – gritou vindo atrás – você volta, não volta? – me olhou e sorriu
Um sorriso tão ingênuo 
A encarei por longos segundos, me soltei de seus braços e sai dali o mais rápido possível. 
Passei pela recepção voando e entrei no meu carro, com o coração na boca e mais pálido do que o normal. 
“o que eu vou fazer agora? Pensa luan, pensa” 
Liguei o motor e sai, rumo a uma estrada. 
Pouco mais de uma hora cheguei a minha chácara, estacionei e desci, olhando tudo em volta. Me lembro da primeira vez que trouxe Camile ali, ela havia ficado maravilhada com a natureza. 
Como já era noite e estava tudo escuro sentei em uma das cadeiras de tomar sol que havia na área da piscina e fiquei olhando as estrelas. 
Comecei a cantar baixinho
-“ quando olho as estrelas do céu lembro do teus olhos de cristal e tua boca de mel...” – fui tomado pela emoção que me impediu de continuar. 
- me manda um sinal – solucei olhando para o céu – eu preciso de um sinal. 
Em poucos segundos as estrelas foram tampadas por nuvens negras e o tempo se fechou, senti um pingo gelado em meu rosto e pude perceber que começaria uma chuva, mas sem vontade para levantar continuei ali. 

Acordei e Camile estava sentada ao meu lado, estávamos em um jardim com diversas flores ao nosso lado. Ela me olhava sorrindo e assim que a vi sorri também. 
- você voltou pra mim – murmurei sorrindo
- eu falei que nunca iria te abandonar não falei? – murmurou sorridente
- você não sabe a falta que me faz – fui a beijar mas ela se levantou
- venha, tente me pegar – correu
- volta aqui – me levantei e corri rindo atrás dela. 
A cada passo que ela dava ficava mais distante de mim, meus olhos foram se embaçando
- camile, volta – gritava mas ela continuava a correr e sorrir olhando para mim 
De repente tudo se apagou e eu acordei assustado.
- CAMILE – gritei tossindo. 
Olhei em volta e estava dentro do meu quarto na chácara, Bruna e meus pais estavam em volta de mim, com os olhares assustados.
- graças a Deus – minha mãe com os olhos inchados prontamente falou. 
- o..o que aconteceu? – perguntei os encarando
- a febre dele ta passando – meu pai disse me ignorando 
- Luan meu filho, ta tudo bem? – minha mãe perguntou tensa
- t...ta.. –pausa- o que aconteceu? 
- você tava praticamente desmaiado na cadeira de fora Luan – Bruna murmurou – nós chegamos aqui depois que a chuva começou e te vimos, com a boca roxa e tremendo de frio.. o papai te trouxe aqui pra cima e você ficou uns 30 minutos repetindo “camile volta” – abaixou seu tom de voz, triste. 
- então foi apenas um sonho – meus olhos lacrimejaram
- vamos leva-lo ao médico – minha mãe disse preocupada
- eu já to bem, quero ficar sozinho – olhei para todos
- vamos ficar essa noite aqui na chácara, esta chovendo muito e ninguém aqui esta em condições de dirigir – meu pai disse calmamente
- mas e se ligarem do hospital? E se a Camile acordar e me chamar? Ela vai precisar de mim – falei quase faltando o ar
- Luan, já faz quase um mês que a Camile esta lá e –pausa- não seria hoje que ela apresentaria uma melhora
Olhei para meu pai incrédulo, no fundo eu sabia que ele tinha razão, mas não queria acreditar, eu não podia acreditar. 
- me deixa sozinho, por favor – supliquei
- você precisa comer – minha mãe murmurou
- eu só quero ficar sozinho – falei pausadamente
Aos poucos foram saindo do quarto, Bruna primeiro, depois minha mãe e por ultimo meu pai. 
Encostei-me na cama e fiquei pensando no sonho, “seria um sinal? Será que ela iria embora mesmo e nunca mais iria voltar? Não luan, para de pensar besteira”
Dei um soco em meu travesseiro e fui até o banheiro, tomei um banho quente, tirando de dentro de mim todo aquele peso guardado. 

No dia seguinte resolvemos ir embora logo pela manhã, a chuva havia dado uma trégua ainda bem. 
Meu pai achou perigoso eu ir sozinho então mesmo contra a vontade de Bruna a fez ir em meu carro.


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meus amores que saudades de vcsss!
tudo bem ai? 
gente, deixa eu me explicar... to com esse capitulo pronto desde sexta passada POREM eu nao sei o que acontece com o meu note que o blogger nao ta carregando lá, e agora eu to pelo note do meu primo postando p vcs enfim!
eu to viajando e com internet OBA, mas dependo do note dele p postar kkk 
enfim é isso 
o que vcs acham que vai acontecer? essa gabi ta louca mesmo ou será que ta fingindo? 
ausduashj comentem muiiiiito 
beijos, amo vcs 

sábado, 21 de setembro de 2013

124° Capítulo

*narrador on*
Os dias passavam vagamente vazios para a família Santana, Dagmar havia desmarcado os shows de Luan por 15 dias. Ana e Carlos resolveram ficar no apartamento de Camile, Luan havia deixado Harry em sua casa mesmo assim, era a única coisa que o fazia se sentir mais próximo de sua amada.
Marizete estava preocupada com o filho, ele não saia do quarto e quando saia suas olheiras eram vistas de longe, estava com dificuldades para comer e não o via mais entrando em redes sociais.
- meu filho, coma alguma coisa antes de ir para o hospital – dizia a mãe já sabendo de sua resposta
- agora não da mãe, estou atrasado para o horário de visitas – disse rapidamente saindo de sua casa
Já passada uma semana que isso acontecia, Marizete não agüentava mais ver seu filho daquele jeito.
*Luan narrando*
Dirigi calmamente até o hospital, cheguei lá e encontrei Ana e Carlos já dentro da UTI
- oi pessoal – forcei um sorriso
- olá Luan – disseram dando um meio sorriso
- como vai a nossa menina? – tentei passar forças
- na mesma – Ana murmurou desanimada
Não era isso que eu queria ouvir.
Cheguei perto da cama e abaixei-me, depositando um beijo em sua testa
- ei minha princesa – acariciei sua mão com um dedo – acorda pra mim vai, eu preciso do teu sorriso pra continuar a viver – murmurei já emocionado – sabia que o Harry ta com saudades? – dei uma pequena risada acompanhada de uma lágrima – eu também to, muita – a encarei por um certo momento em silencio - eu acredito em você, e sei que você é capaz de sair dessa ta bem? Estarei sempre aqui – depositei um ultimo beijo em sua testa e me afastei limpando as lágrimas

Saindo de lá fui abordado por uma fã que estava sentada perto do meu carro no estacionamento do hospital.
- o que cê ta fazendo ai muie? – perguntei fazendo-a assustar
- lu – seus olhos brilharam e ela logo se levantou
- tudo bem meu amor? – perguntei a abraçando
- eu estava a sua espera – retribuiu meu abraço – eu sabia que conseguiria um dia – murmurou
- que linda – a apertei forte – tudo bem com você anja?
- bem meu amor – encarou-me – e esses olhinhos inchados?
Disfarcei olhando para o lado
- o que esta havendo Lu? Sabemos que você não esta bem, se afastou do twitter, não sai mais na mídia, cancelou seus shows.. estamos preocupadas contigo
- eu sei – uma culpa caiu sobre meus ombros – não estou cumprindo com o papel do melhor ídolo, me desculpa – murmurei
- você não tem que se desculpar, só nos explicar o que esta acontecendo –pausa- estamos preocupadas com a Cami, você disse que ela estava mal e a uma semana vive aqui no hospital, não sabemos nem o que pensar..
- eu sei – murmurei- estou poupando vocês de tudo isso, vocês não merecem..
- Luan – falou me interrompendo seriamente – prometemos estar contigo na alegria e na tristeza, não nos poupe de uma coisa que esta acabando com você porque isso automaticamente acaba com a gente – seus olhos mostravam as lágrimas – por favor, confie em quem te faz feliz, se cuida meu anjo – depositou um beijo em meu rosto, virou-se rapidamente e saiu.
Fiquei alguns segundos pensando em tudo o que ela havia dito, aquilo mexeu comigo.
Cheguei em casa e fiquei sentado na sala vendo algo que passava na televisão.
- e ai – Bruna se sentou ao meu lado
- oi pi – murmurei
- como ela ta? – me encarou
A olhei desanimadamente e ela logo entendeu, olhando pra frente e abaixando a cabeça.
- vai ficar tudo bem – ela me ofereceu um abraço confortante.
Já estava cansado de ouvir aquela frase e nada mudar.

Numa quarta feira, 15 dias depois de todo o ocorrido eu estava no meu quarto, com o violão na mão tentando fazer algumas notas.
- Luan? – meu pai apareceu na porta do quarto
- oi pai – coloquei o violão do lado da cama
- filho, eu tentei adiar  – pausa – mas precisamos por o fim nesse assinto
- qual assunto? – perguntei com receio
- eu sei que ta tudo muito recente mas acho que você tem o direito de saber e...
- pai, fala logo – o interrompi
Ele me olhou seriamente
- a uns dias confessaram quem fez tudo aquilo com Camile
- O QUE? – levantei surpreso – E VOCÊS NÃO ME FALARAM?
- Luan calma! – minha mãe apareceu na porta do quarto
- COMO CALMA? EU VOU MATAR O DESGRAÇADO
- SE ACALMA PRIMEIRO QUE A GENTE CONVERSA  - meu pai gritou irritado
Fiquei em silencio e olhei para o chão.
- aquela pessoa que você viu na viatura –pausa- você estava certo.
O olhei perplexo e tudo veio a tona. Então era mesmo Gabi.
- eu.. e..u não acredito – me faltou o ar
- pois é, ela confessou tudo mas Luan –pausa- não conte nada a Bruna, as duas eram amigas e tudo isso não esta sendo fácil para ninguém aqui.
Não conseguia processar tudo aquilo.
- ela vai pagar por tudo - cerrei os dentes - quero vê-la!
- acho melhor não querido, você est.. - minha mãe disse mas interrompi-a
- eu preciso vê-la - olhei para meu pai 
- vou te levar até la - ele disse derrotado
- me fala onde ela ta, vou sozinho
- claro que não - minha mãe disse prontamente
- eu vou te levar lá - meu pai disse 
- onde? - Bruna chegou no quarto nos pegando de surpresa
olhei assustado para ela e logo encarei meu pai
- vamos ver.. - travou um pouco 
- quem fez aquilo com Camile - falei quebrando o silêncio 
meus pais me olharam surpresos e Bruna mais ainda
- e quem fez isso com ela? - me olhou preocupada
respirei fundo e me lembrei de todo esse sofrimento. 
- FOI A SUA AMIGA  - gritei 
- o que? - perguntou perplexa
- Luan - meus pais falaram tentando me conter
- FOI AQUELA PORRA DA SUA AMIGA, POR CAUSA DELA A CAMILE ESTA EM COMA! POR CAUSA DELA A CAMILE PODE NUNCA MAIS ACORDAR, POR CAUSA DA SUA AMIGA - gritei irritado chegando cada vez mais perto de Bruna
pude ver medo em seus olhos e suas lagrimas já pediam para sair de seus olhos. Merda estou fazendo minha irmã chorar. 
- LUAN PARA - gritou meu pai 
parei para pensar na besteira que havia feito, descontei toda a minha raiva em cima da minha irmã e.. ela não tinha culpa. 
- Bruna - murmurei com culpa nos olhos
ela, que já não fazia mais nenhum esforço para conter as lágrimas saiu correndo do quarto. 
- merda merda merda - sentei na ponta da cama repetindo essa palavra
- você passou dos limites Luan, acho que esta precisando ficar um pouco sozinho - meu pai murmurou passando por mim e levando minha mãe consigo - quando estiver melhor, iremos até lá. 
Eu não aguentaria, precisava ir até lá. Mas, lá onde?! 

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oieeee, olha quem apareceu! sim, eu eioeieoe
e ai meus amores? que sdds de vcs, sdds de postar todo dia/semana 
ai cara, quem quiser pagar uma internet pra mim eu deixo ta? kkk 
o que me contam de bom? .. eu conto que o luan me deu rt esses dias kkk 
to chorand até hoje kkkkkk enfim, to mt felizzzzzzz! 
porem, vamos falar da fic agora que ali o clima ta fod* 
o que vcs estão achando? o que acham que vai acontecer? puts, luan errou feio com a bubuzinha ein? mas e ai, criticas? elogios? ideias? 
podem mandar p ca! 
espero que gostem, amo vcs 



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

123° Capítulo

Meu deus a culpa era toda minha, sempre minha. Eu precisava me afastar.
- Luan fala! – Bruna disse me despertando
- ela ta.. – murmurei me lembrando
- ela ta? – perguntou tensa
- eu não sei – abracei Ana que começou a chorar desesperadamente. 
meu pai e Carlos já haviam chego, estávamos a mais de uma hora sem nenhuma noticia dela
.

- vocês são parentes da paciente Camile Rossi? – o médico apareceu depois de muito tempo.
- sim, somos nós – Ana praticamente correu até ele junto com Carlos e eu, meus pais e Bruna vieram logo atrás.
- o que eu tenho pra falar não irá agradá-los muito, mas é o que pudemos fazer para salva-la.
- pelo amor de Deus doutor, fale logo – Carlos suplicou
- Camile perdeu muito sangue, chegou inconsciente no hospital, nós conseguimos fechar os cortes maiores com uma cirurgia e.. – eu o interrompi
- para de enrolar cara, estamos aqui a horas esperando por uma noticia da Cam... – agora ele quem havia me interrompido
- Camile esta em coma.
Engasguei-me com minha própria saliva
- como.. como assim? – Ana o olhou em choque
- faltou oxigênio em seu cérebro, não pudemos fazer nada para evitarmos isso –pausa- o caso foi grave, ainda bem que vocês a acharam e a trouxeram rapidamente para ca, não sei se ela sobreviveria.
Ele continuou falando mas meus pensamentos foram se perdendo a partir do momento em que ele disse “Camile esta em coma” essa frase não saia de minha cabeça.
- não – falei fechando meus olhos e colocando minhas mãos em minha cabeça – não pode ser, meu deus – as lágrimas já começavam a me invadir – porque? – me perguntava
- Luan, vem – Bruna me puxou para nem sei onde
- me deixa – tentei gritar mas minha voz falhou – eu quero ver a Camile – abri levemente meus olhos e olhei para o doutor
- vocês poderão vê-la, dois por vez mas apenas pelo vidro –pausa- ela ainda esta na UTI.
Sentei –me na cadeira mais próxima de mim dando liberdade a Carlos e Ana irem vê-la primeiro.
Bruna sentou do meu lado e começou a passar suas mãos freneticamente pela minhas costas.
- porque? – murmurei a encarando
- lu.. – ela tinha culpa nos olhos por simplesmente não saber o que falar ou fazer.
Na verdade, ninguém poderia fazer nada, simplesmente eu a queria perto de mim.
Passados 10 minutos Ana e Carlos cruzaram a porta que levava para a área da UTI, ambos com as cabeças baixas e os olhos inchados.
Levantei-me rapidamente e fui ao encontro deles.
Carlos olhou no fundos dos meus olhos e soltou um suspiro
- precisamos ser fortes – colocou sua mão sobre meu ombro e eu o puxei para um abraço.
Choramos juntos.

Entrei com minha mãe e alguns enfermeiros paravam para nos olhar curiosamente, eu nem me importava.
Paramos em frente ao vidro e a vi ali numa cama que ficava enorme com seu pequeno corpo sobre ela.
- mãe – a chamei com as lagrimas já nos olhos
- seja forte por ela querido – percebi por sua voz que ela também chorava
Me abraçou de lado e acariciou meu braço
- porque mãe? Porque? – perguntava mais para mim do que para ela.
- Deus quis que fosse assim, quem somos nós para discutirmos com seus planos?
- eu não quero que seja assim, mãe –pausa- se eu pudesse trocaria de lugar com ela sem nem pensar duas vezes.
- oh querido não fale isso, Camile vai sair dessa! Ela é forte – me encarou e forçou um sorriso.
- fizeram um estrago com seu corpo mãe – comecei a soluçar me lembrando da cena – ela deve ter sentido tanta dor.
- pare de se torturar assim Luan, você precisa se lembrar dela sorrindo, rindo, feliz!
O médico nos chamou até sua sala, fomos todos.
- fiquem a vontade – ele disse assim que nos viu entrarmos.
- só nos explique, por favor – Ana suplicou
- bom, Camile esta em um coma no estado 2. Isso significa que tem uma grande chance de ela acordar em menos tempo.
- quanto tempo seria isso? – perguntei
- não sabemos distinguir isso Luan, digamos que possa demorar 10 anos como ela também poderá acordar em 1 ano.
Assustei-me um pouco e o encarei com os olhos arregalados
- ela pode acordar e não se lembrar de nada, como poderá acordar com traumas. Pode acordar sem o movimento de alguma perna, mas nada que uma fisioterapia não resolva. Ela corre o risco também de não acordar.
- O QUE? – dissemos juntos
- isso iremos saber com os dias, se ela apresentar melhoras durante esse período saberemos informá-los.
 - e visitas, acompanhantes? – Ana o questionou
- UTI é proibido acompanhantes, é apenas o horário de visita que dura 1 hora. Seria das 18h as 19h.
- só? – perguntou Carlos
- por esses dias sim, se ela apresentar melhoras a encaminharemos para um quarto e ela poderá ter um acompanhante e os horários de visita são diversos e por mais tempo. Agora eu aconselho a todos vocês irem para a casa, descansarem, que cuidaremos dela.
- eu não vou sair daqui – murmurei
- Luan, entenda, vá cuidar de você! A Camile esta dormindo, ela não irá acordar tão cedo – ele me disse seriamente
- e se acordar? – perguntei com uma pitada de esperança
- ela não vai acordar Luan – me lançou um olhar de pena.
Droga. Abaixei minha cabeça contendo as lágrimas.

Chegamos em casa, obviamente todos acabados.
- o que vai acontecer com os caras que a pegaram? – minha mãe quebrou o silencio e encarou meu pai.
- o delegado esta cuidando do caso, livres eles não vão ficar por um bom tempo.
- quem são os caras? – murmurei o encarando
- parece que são em três e mais um chefe – ele me olhou
- eu vi uma menina na viatura – murmurei e todos olharam para mim
- uma menina? – Bruna perguntou
- eu posso estar delirando mas juro que vi Gabi lá
- o que? Gabi? – Bruna levantou-se rapidamente – ela não seria capaz disso.
- eu não sei ta Bruna? Não sei se estava delirando, acho que estava tenso e acabei vendo coisas.
- eu espero que não seja mesmo ela – murmurou minha mãe – Gabi é doidinha mas não chegaria a tal ponto.
- vou pro meu quarto – me levantei
- quando tem shows querido? – minha mãe perguntou
- liga pra dag e desmarque todos os compromissos dessa semana, não estou com cabeça para nada – subi rapidamente as escadas deixando minha mãe falar sozinha.
Fechei a porta do quarto e me joguei na cama, minha cabeça latejava e eu não estava a fim de me mover de lá tão cedo.
Tirei meu celular do bolso da calça e fiquei encarando a tela de desbloqueio, uma foto dela apareceu lá e o aperto no coração bateu.
Resolvi entrar no twitter, uma hora dessas já estariam sabendo de algo.
Aquilo estava uma bagunça, todas as fãs estavam preocupadas por causa do site R7 que havia divulgado fotos minha no hospital.
- merda – murmurei para mim mesmo.
“@ luansantana: oi meus amors, vim aqui para pedir a vocês que rezem pela Cami. Ela esta no hospital e o estado em que ela se encontra é preocupante, amo vcs”
Tentei ser cuidadoso com as palavras, não precisava compartilhar minha dor com ela, mas a vontade que eu tinha era de escrever um texto postando tudo o que estava sentindo.
Será que meus dias seriam assim daqui pra frente? Preto e branco, sem seu sorriso, suas piadas e suas risadas para me motivar a seguir em frente? Quanto tempo mais eu teria que suportar?

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 Oi minhas lindas, capitulo triste esse não é? Pois é, quase chorei junto deles rs.
Só de imaginar o Luan sofrendo já me da um desespero kk enfim, me desculpem por toda essa demora, infelizmente não ta fácil as coisas aqui, eu até pensei em parar com a fanfic mas tenho um grande compromisso com todas vocês e seguirei até o fim!
Estou precisando de internet e idéias, se alguém tiver um desses dois já me ajudaria bastante.
Sobre a fanfic, tcham tcham tcham
Cami em coma, como será que vai ser esse tempo sem ela ein? Será que o Luan vai agüentar? Hm hm hm
Quero criticas e opiniões sobre o que acharam!
Não me abandonem, por favor! Amo vcs






sábado, 24 de agosto de 2013

122° Capítulo

*Gabi narrando*
Saí do quarto rindo com aquela cena
- o que vai fazer agora? – caio perguntou
- minha festa ainda não acabou, até a noite tenho tempo de fazer o que quero
- e o que pretende fazer? – me encarou
- quero deixar marcas das quais ela nunca mais vai se esquecer!
*Camile narrando*
O corte não havia sido fundo então não tinha muito sangue, para a minha sorte. Mas ainda ardia, e muito.
Passado um tempo, quando a dor estava se amenizando a porta do quarto se abriu e nela apareceu gabi
- sentiu saudades? – murmurou – vim aqui terminar o que comecei mais cedo
- gabi, por favor – entrei em desespero – não faz isso
- VOCÊ ACHA QUE PEDINDO ASSIM VAI FAZER EU MUDAR DE IDEIA? – aumentou seu tom de voz e chegou mais perto de mim
Olhou dentro dos meus olhos, e eu juraria que se fosse possível em seus olhos estariam saindo fogo.
- Caio vem aqui – gritou e um dos caras apareceu na porta – pega ela – ordenou
Ele a obedecendo me levantou da cama
- o que você vai fazer comigo? – perguntava com medo
- cala a boca – falou prontamente – tira a roupa dela – falou para ele
Me desesperei
-  NÃO – gritei tentando sair de seus braços – ME SOLTA – quanto mais me debatia, mais ele apertava meus braços.
Senti meu braço arder freneticamente, após soltar um grito olhei para o mesmo e ele estava sangrando, olhei assustada para gabi e ela mantinha a mesma lâmina de antes, agora erguida com sangue
- Ahhh – continuei gritando – VOCÊ É LOUCA
Aquilo estava ardendo, e não era pouco.
Parei de me mexer para tentar amenizar a dor e o tal cara “Caio” começou a me despir.
- por favor gabi, deixa eu ir embora – comecei a soluçar de tanto chorar
Ignorando minha fala continuou esperando Caio terminar seu serviço
- até que ela é gostosinha – ele disse mordendo os lábios
- depois vocês fazem o que quiser com ela, agora é comigo – ela disse
- opa – ele disse animado
Me deixando apenas de lingerie continuou me segurando
Gabi se abaixou, ficando a altura de meu umbigo
- você esta muito gorda – encarava minha barriga – acho que to vendo uma celulite aqui – passou a palma de sua mão junto com a lâmina um pouco acima do meu umbigo, deixando um corte por ali
- ahhhh – urrei contraindo minha barriga
Depois dali Gabriela se levantou e começou a passar a lâmina por várias partes do meu corpo. Barriga, braços, pernas e até em minhas costas. Eu já não agüentava mais tanta tortura.
- gabi – falei fraca – por favor – minhas pernas começaram a falhar
- gabi desse jeito você vai matar ela – caio se intrometeu
- vontade não falta – falou me olhando
- se você matar com certeza eles pegam a gente.
- eu sei, precisamos ser cuidadosos –pausa- deixa ela ai – virou as costas e saiu do quarto.
Caio me jogou na cama e saiu do quarto também. Do jeito em que ele me jogou eu fiquei, não estava agüentando meu próprio peso.
Meu choro já não saia, meu corpo estava trêmulo e a cada segundo que passava sentia o sangue escorrendo sobre ele.
Meus pensamentos automaticamente foram em Luan.
- eu te amo tanto – suspirava com a voz rouca
Tentei me levantar, mas a fraqueza por não ter comido nada não deixava. Optei por ficar naquela posição até um milagre acontecer, ou alguém me achar.
*Luan narrando*
Nos organizamos em dois carros, junto com os outros que haviam os policiais
Fomos eu, meu pai e Carlos em um carro e o delegado em outro.
Seguimos o carro do delegado e a cada quarteirão que passávamos a agonia tomava conta de mim.
- onde ele ta indo? – perguntei impaciente – já estamos saindo da cidade
- ele esta indo para o local onde a Camile esta, calma Luan – meu pai disse totalmente concentrado na pista.
Entramos na pista e após alguns quilômetros entramos por uma estrada de terra, aquilo estava cada vez mais estranho.
O carro da frente parou e nele saiu o delegado, paramos também e saímos do carro.
- cadê a casa? – perguntei olhando para todos os lados obtendo apenas a visão de matos
- calma, ela esta mais a frente – ele disse – paramos aqui para eles não ouvirem barulho de carro, seguiremos a pé e vocês – encarou nós três – fiquem aqui com os outros policiais
- o que? Claro que não – aumentei o tom de voz
- Luan, já fiz muito em deixar você vir até aqui, seria demais levá-lo até lá e a toa, assim que a pegarmos vamos vir para cá, você não ajudaria em nada.
Abaixei a cabeça e não protestei mais, no fundo sabia que era verdade.
Ficamos do lado de fora do carro esperando noticias, junto com outros policiais.
O delegado e os outros foram até lá.
Sentei no banco traseiro do carro e apoiei meus braços em meus joelhos que estavam para fora. Comecei uma oração e acabei me emocionando, soltando algumas lágrimas.
- ei cara, vai ficar tudo bem – Carlos veio em minha direção e colocou sua mão sobre meu ombro
- eu espero – murmurei me levantando.
Ficamos naquela tensão por alguns longos minutos até o rádio de um dos policiais começar a tocar.
- cambio, aqui é o delegado
- pode falar, estou escutando, cambio
- a vitima esta ferida, chame uma ambulância
- A CAMILE ESTA FERIDA? – gritei entrando em desespero
O policial me olhou assustado e logo voltou sua atenção para o pequeno rádio
- precisam de reforços?
- não, esta tudo sob o controle, apenas chame a ambulância a vitima esta perdendo muito sangue.
Não pensei duas vezes e corri até o local, até tentaram me impedir mas foi mais rápido.
- Camile – gritava desesperado
Avistei uma casa com cara de abandonada e alguns homens sendo carregados por policiais saiam de dentro dela, corri até lá e entrei, dei de cara com o delegado
- Luan? O que esta fazendo aqui? – me olhou assustado
- cadê ela? – falei com a voz falha
- Luan, mantenha a calma
- CADE ELA – me irritei
Ele apontou para uma porta e eu imediatamente fui até ela. Parei na porta e tive a pior visão da minha vida. Meus olhos lacrimejaram e minhas pernas bambearam.
Ela estava deitada em uma cama cheia de sangue em volta, coberta por um lençol branco, marcando sangue também, haviam dois policiais ao seu lado com um kit de primeiro socorros.
- amor – murmurei sem voz
Cheguei mais perto e seus olhares estavam caídos para baixo, assim que viu meus pés ergueu sua cabeça com dificuldade
- Luan – falou quase num sussurro
- o que fizeram com você meu deus – comecei a chorar acariciando uma de suas mãos
- não – sua voz falhou – não chora – procurava forças
- me desculpa – falava sem parar
- Sr. Luan – um dos policiais falou – ela esta muito fraca, não a faça forçar nada.
- cadê a ambulância? – perguntei e logo ouvi o barulho da mesma pelo lado de fora.
Eles prontamente entraram no quarto com uma maca e pediram espaço.
Sai de seu lado e fiquei observando.
- Camile você esta me vendo? – um enfermeiro perguntou a sua frente
Ela o encarou com o olhar caído e fechou seus olhos, abriu sua boca para responder mas nada saiu.
- tudo bem isso é grave – disse prontamente – a coloquem na maca com cuidado!
A descobriram e eu pude ver o estrago que haviam feito em minha namorada, segurei para não me jogar em cima dela e pedir que aquilo fosse um pesadelo.
Ela estava usando apenas a lingerie e seu corpo estava praticamente coberto pelo sangue.
- o que fizeram com ela? – perguntei perplexo
- com certeza alguém muito doente fez isso.
A colocaram na maca cuidadosamente e a cobriram, levaram para a ambulância e eu fui ao seu lado. Saindo da casa demos de cara com meu pai e Carlos
- Camile – Carlos disse assim que a viu – oh meu deus – não conseguiu segurar as lágrimas.
- precisamos ir – o enfermeiro disse assim que a colocaram dentro da ambulância
- eu vou com vocês! – falei prontamente e subi
- nós estamos logo atrás – meu pai disse indo para o carro junto com Carlos.
Antes de fechar a porta da ambulância meu olhos vagaram pelo local e avistei o carro da policia com algumas pessoas dentro, olhei mais ao fundo e vi uma menina junto a três homens. Parecia que era.. Gabi
Assustei a vendo ali mas logo fecharam a ambulância tampando minha visão. Voltei minha atenção para Camile e ela estava desacordada.
O enfermeiro passou uma sonda por seu nariz e começou a medica-la
- ela esta bem? – perguntei com receio
- espero que ela fique bem – falou sem tirar sua atenção dela
Ele a medicou até chegarmos ao hospital.
Descemos da ambulância e a levaram para uma sala
- Luan, aqui você não entra – um médico me barrou
Sentei em uma cadeira e logo avistei minha mãe chegando com minha irmã e Ana.
- cadê a minha filha? – ela disse desesperada vindo ao meu encontro
Um filme passou pela minha cabeça, me lembrando de um acontecimento igual com ela naquele mesmo hospital. 
*flash back on*
- cade a Camile? 
- e-ela ... ela... 
- Luan não enrola. 
- me desculpa a culpa foi toda minha - comecei a chorar
- o que você quer dizer com isso? 
- a Camile ta internada.. 
- INTERNADA? - gritou - como assim Luan, eu vou te matar! 
- calma Carlos, por favor calma! 
- COMO CALMA? MINHA FILHA VIAJA COM VOCÊ E VAI PARAR NO HOSPITAL, EU TO INDO PARA I AGORA!
*flash back of* 
 Meu deus a culpa era toda minha, sempre minha. Eu precisava me afastar.
- Luan fala! – Bruna disse me despertando
- ela ta.. – murmurei me lembrando
- ela ta? – perguntou tensa
- eu não sei – abracei Ana que começou a chorar desesperadamente. 
meu pai e Carlos já haviam chego, estávamos a mais de uma hora sem nenhuma noticia dela.

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capitulo postadoooo, sei que vocês querem me matar mas não demoro desse jeito por quero ok? continuo sem internet e preciso da paciência de vocês! 
mas e então, quanta coisa aconteceu :o 
gabi é louca e se sair em liberdade eu vou ir dar uns paranaue nela, parei 
me digam o que acharam, de tudo! 
criticas, elogios, opiniões, ME FALEM!
obrigada por não me abandonarem
amo vcs!